Jovens promessas RH
Quem será o José Mourinho ou o Steve Jobs de amanhã? Quem serão os líderes de pessoas que nos irão inspirar no futuro? A Pessoal apresenta alguns jovens com um futuro promissor nos Recursos Humanos, nomeadamente na área das tecnologias de gestão.
O que define um bom gestor de Recursos Humanos? Que papel se espera que estes profissionais desempenhem no actual contexto? Estas questões não têm uma resposta fácil, nem tipificada. Steve Jobs, Bill Gates, Oprah Winfrey, ou o português José Mourinho são nomes que se encaixam perfeitamente na categoria de gestores de pessoas exemplares. O desafio está em prever os seus sucessores. Por esta razão, apresentamos um conjunto de jovens portugueses promissores, todos eles muito diferentes. Não são CEOs de grandes empresas multinacionais, apresentadores de televisão ou treinadores de futebol, mas jovens que se distinguem por terem uma visão e um percurso exemplar na área de recursos humanos, em especial nas áreas de tecnologia, consultoria e gestão. Em comum, estes jovens têm a paixão pelas pessoas, a consciência de que são os principais agentes de mudança numa organização e a vontade de contribuírem para a valorização do potencial humano. Fica aqui o retrato de alguns dos talentos que representam uma nova geração.
Andreia Almeida, Consultora de Human Capital Management, Lisbon Consulting Group
Andreia Almeida, Consultora na área de Human Capital Management acredita que nada é impossível. Entrega-se com dedicação a todos os projectos em que participa e é por essa razão que, para ela, o sucesso é apenas o resultado de empenho, responsabilidade e uma atitude positiva. Considera que o maior desafio na Gestão de Recursos Humanos está em mobilizar as pessoas no sentido de “despirem a camisola” de colaboradores para, progressivamente, “tatuarem o sentimento de parceiros internos na organização em que se inserem”. Andreia já passou por empresas como a Factor H, Egor Training ou Capgemini Portugal. Na Lisbon Consulting Group, onde se encontra actualmente, tem a possibilidade de criar diariamente soluções e programas integrados de recursos humanos para os clientes em vários segmentos de mercado e paralelamente dinamizar a área interna de Human Capital e Comunicação. Revela que a sua grande ambição é a concretização progressiva dos seus sonhos. Um dia, afirma com convicção, “gostaria de escrever um livro que reunisse algumas conversas com os mais notáveis profissionais de RH espalhados pelo mundo”.
Bruno Soares, Filipa Jácome, Maria Nolasco, Miguel Sá, PwC
“O talento ganha jogos, mas o trabalho de equipa e a inteligência ganham campeonatos”, é esta a razão pela qual o desportista Michael Jordan está entre os melhores. Na PwC talento e inteligência não faltam, mas a liga é outra. Não são um, dois ou três, mas quatro os nomes que compõem esta equipa promissora da área de Human Capital Consulting Services. Este grupo de consultores apoia diariamente as empresas no desenvolvimento de modelos de remuneração, na expansão internacional, no desenvolvimento de modelos de competências, no mapeamento de talento, entre outros desafios estratégicos. Maria Nolasco começou a sua carreira na J.P. Morgan. Assume que não gosta de liderar porém, quem a conhece, considera que a liderança lhe assenta perfeitamente. Filipa Jácome é conhecida pela boa disposição e por gostar de trabalhar em equipa. Recorre a Einstein quando confessa “não ter nenhum talento em especial” e afirma ser “somente apaixonadamente curiosa”. Miguel Sá afirma-se como um jovem determinado, leal e dinâmico, opinião partilhada por quem o conhece, e com um gosto especial por actividades culturais e desportos radicais, o que o tornam numa pessoa rica que tende a surpreender pela positiva. Bruno Soares acredita que um gestor deve ter a capacidade de se relacionar em diferentes contextos e, acima de tudo, ter espírito de missão. É a este conjunto de características que deve o seu título de vice-campeão nacional de Judo.Os quatro distintos jovens afirmam querer contribuir activamente para um único fim: a construção de organizações onde as pessoas são o centro das decisões.
Hugo Ribeiro, Coordenador do Departamento de Sistemas de Gestão de RH, Quidgest, Consultores de Gestão
Não fez uma, mas duas voltas à Europa em 30 dias. O seu roteiro pessoal assinala mais de 52 cidades e a passagem por três continentes diferentes. É com este espírito destemido e vontade de explorar o desconhecido que Hugo Miguel Ribeiro revela que 80 dias não seriam suficientes para conhecer tudo o que está ainda em falta. O jovem de 25 anos, licenciado em Gestão de Recursos Humanos e pós-graduado em Gestão de Empresas, coordena actualmente o departamento de Sistemas de Informação de Gestão de Recursos Humanos da Quidgest. Quando questionado sobre o segredo de que está na origem de um percurso notável, não hesita. Dedicação, muito trabalho, uma pitada de ambição e uma genuína preocupação pelo desenvolvimento das pessoas são os aspectos que o têm acompanhado diariamente. Acredita que as pessoas, tal como as empresas, devem trabalhar para se superarem e é por esta razão que considera o livro Good to Great, de Jim Collins, uma inspiração para qualquer gestor de pessoas. Quanto às tendências do século XXI na gestão de recursos humanos, antevê que os maiores desafios estão relacionados com as pessoas nos seus relacionamentos e com a comunicação nas organizações.
Miguel Luís, Responsável de Comunicação, APG
Define-se como empreendedor e comunicador. Miguel Luís, Responsável de Comunicação da Associação Portuguesa de Gestores (APG) salienta que a comunicação é uma das competências a valorizar no actual contexto. Flexibilidade, pró-actividade, trabalho em equipa e optimismo são traços que também merecem algum destaque na gestão de pessoas. É formado em Psicologia Social e das Organizações e no seu currículo constam nomes como o Grupo Espírito Santo, Portugal Telecom ou Taguspark. É formador na área de empreendedorismo e, em 2010, foi eleito Vogal do Núcleo de Formadores e Coaches da APG. Miguel está consciente que “os tempos são de ruptura, mas os paradigmas ainda não se alteraram totalmente”. Certo é que, imbuído deste espírito de empreendedor, terá um papel activo na construção dos novos paradigmas que se avizinham.
In Pessoal (Janeiro 2012)